Uma comitiva de representantes do setor de Tecnologia da Informação (TI), da Prefeitura Municipal, Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Centro de Inovação (CIM) esteve no último dia 20 na Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi), em Florianópolis. A visita teve o objetivo de buscar subsídios para implantação em Maringá de um Parque Tecnológico.

A Certi foi criada em 1984 a partir das atividades do Laboratório de Metrologia do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com participação de empresas privadas e públicas e órgãos dos governos federal e estadual. A entidade é composta por oito centros de referência que atuam com foco em competências geradoras de soluções tecnológicas inovadoras.

Em 2005, a Certi estabeleceu o novo marco zero do seu empreendimento de inovação, o Sapiens Parque. Segundo o Portal G1, em 2016, a fundação desenvolveu 123 projetos, a maioria com soluções diferenciadas e inovadoras em segmentos estratégicos como aeronáutica, saúde, agronegócios, energia, fintech, desenvolvimento econômico-ambiental-social, entre outros.

Em 1986, a Certi implantou a incubadora Celta, que incorporou diversos programas de empreendedorismo inovador, como o Sinapse da Inovação que apoiou 385 empresas; e o programa de aceleração InovAtiva, com apoio a 415 empresas, entre outros. Também foi criado o parque de inovação Sapiens em Florianópolis, com área de 4,5 milhões de metros quadrados com potencial para abrigar cerca de 70 mil pessoas.


Comitiva

Entre os participantes da comitiva, estavam representantes do setor de TI, como Rafaela Campos Benati, Joaquim Cardoso e Cesar Rael, presidente, diretor e gerente da Software by Maringá (SbM), respectivamente; Luis Marcos Mancebo Campos, coordenador do APL de Software de Maringá e Região; e Marcese Maschietto, presidente do SindiTI.

Pela prefeitura estiveram presentes o vice-prefeito Edson Scabora; o secretário de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Francisco Favoto; o Procurador do Município, Eliseu Alves Fortes e o diretor de Inovação, Franz Wagner Dal Belo. Pelo Codem, participou o gerente João Ricardo Tonin. Pela UEM, esteve presente a professora Graciette Matioli, e pelo CIM, o presidente Luiz Mendonça.

Em Florianópolis, os maringaenses se reuniram com Renan Schaefer, Analista de Investimentos do Sapiens Parque (cventures) e Eliza Coral, Coordenadora de Projetos da Fundação Certi. As duas primeiras visitas foram na Fundação Certi. Na Incubadora Tecnológica, o encontro foi com Leandro Carioni, diretor Executivo do Centro de Empreendedorismo Inovador (CEI) e Anderson Wustro, Chief Marketing Officer. Também houve encontros com Marcos Mueller, Managing Partiner do Programa de Aceleração Darwin Starter, e Pedro Marton Pereira, CEO do Centro de Inovação ACATE.


Impressões

A visita a Florianópolis aconteceu depois que projetos como o Armazém Digital e Aeroporto Digital se tornaram praticamente impossíveis de serem viabilizados, pelos mais variados motivos, desde a crise econômica, passando por entraves burocráticos e alterações na legislação. Como alternativa, a prefeitura sugeriu que o setor utilize uma área próxima ao Parque do Japão.

A ideia é criar um ambiente propício para a geração de empresas e tecnologias. Segundo o presidente do Armazém Digital, Ilson Rezende, Maringá necessita com urgência de um laboratório e de um parque de TI.

Rafaela Benati acredita que as mudanças foram interessantes porque o novo projeto, se viabilizado, vai permitir a geração de novas empresas. “Voltei otimista da missão. Temos muito trabalho pela frente. Dependemos de a prefeitura viabilizar a área e definir como poderemos participar do negócio. Temos um ecossistema organizado e com condições de realizar este projeto”.

Luis Marcos Mancebo Campos também diz que voltou entusiasmado da viagem. Ele frisa que na Fundação Certi existe uma sinergia muito grande entre a academia e o setor produtivo, que pode ser reproduzida em Maringá com excelentes resultados

Reunião do setor

Durante o encontro do setor no Sebrae na última sexta-feira, 21, o presidente do Armazém Digital, Ilson Rezende, fez um balanço de todas as atividades realizadas para viabilizar o Armazém Digital e uma explicação técnica da inviabilidade de utilização dos armazéns do IBC. Também explicou os problemas que inviabilizaram a utilização do antigo aeroporto, bem como a destinação dos recursos arrecadados.

Durante o encontro, os empresários aprovaram formalmente a utilização dos recursos arrecadados na criação do EVOA, uma aceleradora que deverá ser inaugurada durante o TICNOVA.

texto: Dirceu Herrero