Em entrevista para o Jornal O Diário, publicado na ultima quinta-feira (14) o Presidente da Software By Maringá estima que 40% das empresas do setor tenham vagas em aberto e que as novas tecnologias forçam demanda por mão de obra qualificada. 
“Cerca de 40% das empresas de tecnologia da informação têm vagas de emprego em aberto”, avalia Edney Mossambani, presidente da Software By Maringá, que tem 86 empresas filiadas. As contratações, na avaliação do empresário, demonstram, em parte, que as empresas de outros setores pararam de aguardar o fim da crise e passaram a se mexer. “Houve um momento que muitas empresas encolheram e ficaram na defensiva à espera da crise. Agora, pararam de esperar e tem buscado agir. O setor de tecnologia da informação é um setor que oferece subsídios para readequar custos e encontrar diferenciais para ampliar mercado”, disse.
Mas a equação não é tão simples assim. Mossambani ressaltou que a crise também chegou às empresas de tecnologia da informação e os empresários tiveram de se replanejar e se readequar o mais rápido possível para retomar o crescimento. “A tecnologia é muito dinâmica. E para fornecermos soluções inovadoras, é necessário investir no novo. E os empresários de Maringá têm buscado inovações para ampliar mercado ou apenas se manter competitivos. As empresas que não inovarem vão ser engolidas porque a todo momento, novas empresas e novas soluções de processos são apresentadas”, observa Mossambani. 
Embora existam vagas, não são oportunidades de emprego tão simples de serem conquistadas por quem está fora do mercado, que é bastante exigente. “O profissional de tecnologia da informação hoje é um dos que tem a maior demanda de aprendizado. A linguagem de programação aprendida há cinco, dez anos, não é mais usada. E essa rapidez na evolução das tecnologias geram a necessidade de profissionais qualificados”, diz.
Uma das saídas dos empresários são as parcerias com as universidades e o investimento contínuo na capacitação, o que pode ser garantido, por exemplo, por programas governamentais como o do ISS Tecnológico de Maringá, onde é possível investir com a contrapartida da isenção do imposto. “A inovação é estratégica e sabemos disso, o que tem garantido destaque às empresas de Maringá em nível de Paraná e do Brasil”, conta. Em consulta rápida a pedido da reportagem de O Diário, Mossambani citou que há empresas que têm de uma a doze oportunidades em aberto. 
Rodrigo Palhano, diretor de uma empresa com dez anos de existência, com 53 funcionários e que atua com soluções destinadas a melhorar a gestão fiscal das empresas, relata ter três novas oportunidades de emprego em aberto e duas vagas para reposição. “Acredito que, por trabalhar com soluções voltadas a redução de custos para as empresas, talvez não tenhamos sentido tanto os efeitos da crise”, avalia. Pelo contrário, Palhano confirma que tem conseguido continuar a crescer na crise. “Investimos bastante em inovação e estamos colhendo”, afirma.


Fonte: Jornal O Diário. Edição impressa de Quinta-Feira, 14 de Julho de 2016.