O transporte possui, basicamente, cinco modais para cargas: rodoviário, ferroviário, aquaviário, dutoviário e aéreo, cada um com características operacionais próprias, tornando-os mais adequados de acordo com o tipo de operação e o produto a ser transportado. Os critérios que devem ser levados em conta para escolher o modal correto ou mais adequado para o transporte de uma carga, devem ser os de custo e de características de serviço.

Modais de transporte

Com diferenças de custo e valores substanciais entre si, vale a pena analisar bem qual seria o transporte mais adequado de acordo com a carga a ser transportadas e a distância que a carga vai percorrer. Além disso, deve ser considerada a qualidade do serviço oferecido em cada modal, como velocidade, consistência, capacitação, disponibilidade e frequência. Por exemplo, o transporte aéreo pode ser considerado o mais veloz, mas somente para distâncias médias ou grandes, já que o tempo de coleta e entrega também devem ser considerados. Porém, na prática, o rodoviário e ferroviário dependem do estado de conservação das vias e nível de congestionamento, que podem variar muito de região para região, modificando o desempenho dos modais.

O duto é o transporte mais consistente, por não ser afetado por condições climáticas ou congestionamentos, podendo cumprir os tempos previstos. Já o modal aquaviário se destaca por seu desempenho em capacitação, que está relacionado à possibilidade de trabalhar com diversos volumes e variedades de produtos. Neste caso, o duto e o aéreo são os que possuem mais restrições e limitações. A disponibilidade é o ponto forte do transporte rodoviário no Brasil, já que é o modal que tem presença no maior número de localidades. Apesar de possuir mais de 8 mil quilômetros de costa e mais de 50 mil quilômetros de rios navegáveis, a precariedade da infraestrutura portuária, de terminais e sinalização, torna o modal aquaviário com baixa disponibilidade.

Podendo ser acionado a qualquer momento, estando disponível 24h por dia, o duto também se destaca com relação à freqüência, ou seja, o número de vezes em que o modal pode ser utilizado em um dado horizonte de tempo.

No Brasil, em comparação com os Estados Unidos, tem uma utilização “exagerada” do modal rodoviário. São 61% de utilização no Brasil, contra 26% nos EUA. Por outro lado, o modal ferroviário é limitado no Brasil: 20% de utilização, contra 38% dos EUA. O excesso de oferta e a fragmentação que existe no setor rodoviário do Brasil pode explicar esse fator, já que com grande oferta, o custo do modal rodoviário fica bem mais competitivo, tornando os preços inferiores ao custo real.

Utilizar um software que permita o gerenciamento de transporte pode auxiliar a controlar os custos efetivos com os modais de transporte, auxiliando a planejar, executar, monitorar e controlar atividades relativas à carga. Além disso, o software pode expedir, emitir documentos, controlar entregas e coletas de produtos, rastreabilidade da frota e de produtos, auditoria de fretes, apoio à negociação, planejamento de rotas e modais, entre outros. Este tipo de solução pode ser crucial para o negócio de empresas de transporte, que utilizam transporte próprio ou que utilizam transportes de terceiros.

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