Com uma injeção de tecnologia em todas as áreas do processo produtivo, da semente ao monitoramento da safra, as operações realizadas no agronegócio brasileiro vem conseguindo driblar os gargalos de infraestrutura e ganhar competitividade no cenário internacional.

Nos últimos dez anos o volume de exportações agropecuárias cresceu 70%, batendo no ano passado recorde pelo segundo ano consecutivo com US$ 101 bilhões em receita. Com relação a produção de grãos, o crescimento desta safra chega a 60% e deve passar de 195 milhões de toneladas.

Segundo Geraldo Barros, coordenador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), da Esalq/USP, "O agronegócio brasileiro tem sido convocado para atender à demanda mundial crescente de alimentos, fibras e energia. Paralelamente, a sociedade brasileira ainda conta com o agronegócio para controle da inflação, geração de divisas e para a continuidade do processo de redução da desigualdade de renda e da pobreza. O setor vem respondendo positivamente a esses múltiplos desafios".

Como destaque para este crescimento, o grande protagonista, sem dúvidas, foi o uso de tecnologias para o setor. Hoje, o produtor tem se munido de plantadeiras, tratores e colheitadeiras muito mais eficientes, com uso de geolocalização por satélite, o que aumenta a precisão e controle sobre a produção.

"A inovação no agronegócio se deveu ao fato de que o produtor rural é um pesquisador. Ele desafia a natureza, testa variedades diferentes de sementes conforme o período e aprende rápido a operar tecnologia de mecânica de qualidade, como plantadeiras com GPS", exemplifica Mauro Lopes, coordenador de projetos do Centro de Estudos Agrícolas da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

 

Fonte: Portal Frota & Cia